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Artigo publicado

Como avaliar o QCY MeloBuds N65 antes de comprar

O QCY MeloBuds N65 é um fone in-ear com ANC adaptativo, LDAC, Bluetooth 6.0 e multiponto para três aparelhos. Ele cumpre o que promete em barulho constante, entrega bateria de até 26 horas com ANC e fica abaixo de US$ 40. O som não é neutro, e isso precisa entrar na decisão.

O que é o QCY MeloBuds N65

O QCY MeloBuds N65 é um fone in-ear bluetooth da QCY com cancelamento ativo de ruído adaptativo de até -60 dB na faixa de até 5,5 kHz, oito microfones, Bluetooth 6.0 e codec LDAC. Ele é o sucessor do MeloBuds Pro dentro da mesma linha e foi testado em outubro de 2026 pela Marina Monteiro, do canal do YouTube, em um vídeo patrocinado pela própria QCY. O preço citado no review fica abaixo de US$ 40.

A ficha técnica lista recursos raros nessa faixa de preço: conexão simultânea com até três aparelhos, áudio espacial com rastreamento de cabeça, certificação Hi-Res Audio Wireless e modo jogo com latência de 45 ms. O review conclui que o pacote é difícil de bater pelo valor, desde que você saiba antes da compra que o som prioriza o grave.

Design, conforto e resistência no dia a dia

O N65 segue o formato intra-auricular mais comum do mercado, com acabamento fosco e toque aveludado. Segundo o teste, ele é leve o suficiente para esquecer que está sendo usado e não causa aquela pressão incômoda que alguns in-ears criam após horas de uso. Para quem trabalha o dia inteiro no computador, esse detalhe pesa mais do que parece.

A caixa vem com cinco pares de ponteiras em tamanhos diferentes. Escolher a ponteira certa não é só questão de conforto: a vedação física influencia diretamente o grave e o próprio cancelamento ativo, porque boa parte do isolamento depende dela. Vale provar cada tamanho antes de decidir.

O fone tem classificação IPX5 de resistência à água, então suor, respingos e chuva leve não são problema. Ele atende bem quem leva o fone para a academia ou para correr na rua. A case é compacta, cabe no bolso, tem luz de status na frente, botão de pareamento e entrada USB-C, com cabo USB para USB-C incluso. Há cores em branco, preto e azul.

Qualidade de som: grave forte, som nada neutro

O N65 usa o driver SQ3+, da própria QCY, com diafragma composto e certificação Hi-Res Audio Wireless via LDAC, o codec de áudio de alta qualidade desenvolvido pela Sony. No teste, o destaque é o subgrave, muito presente: você sente a batida, não só escuta. Quem ouve pop, hip-hop ou eletrônico tende a gostar.

O contraponto vem nos médios, que ficam um pouco atrás do grave, então o N65 não é um fone de som neutro. Os agudos escapam do pico estridente que cansa o ouvido depois de uma hora, o que conta a favor em sessões longas. O equalizador do app permite ajustar tudo quem quiser outro perfil.

A referência usada no review foram os AirPods Pro, e a conclusão é direta: o N65 não chega lá, mas por uma fração do preço a qualidade foi considerada muito boa. Um detalhe prático importa antes da compra: o LDAC funciona no Android, enquanto o iPhone toca em AAC, limitação do iOS e não da QCY. A qualidade continua boa, mas não é a de Hi-Res que a caixa promete.

Cancelamento de ruído e modo transparência no teste

O cancelamento ativo é o principal motivo para considerar o fone. A QCY especifica até -60 dB de atenuação numa faixa que vai até 5,5 kHz, usando oito microfones, e o sistema é adaptativo: os microfones analisam o ambiente e ajustam a intensidade sozinhos, do trajeto de casa ao trabalho, sem trocar de modo.

No teste mais simples, com um ruído constante de ar-condicionado ligado, o zumbido simplesmente sumiu. O resultado é consistente com barulhos contínuos, como motor de ônibus, ventilador e som ambiente de academia. Buzina, sirene e conversa de perto ainda passam um pouco, porque nenhum cancelamento de ruído faz milagre nesse tipo de som. O ganho real é poder ouvir música e podcast sem subir tanto o volume.

Há ainda um modo que identifica vento e adapta o cancelamento para reduzir o estouro do ar nos microfones, útil para quem caminha ou corre na rua. Como efeito colateral, às vezes aparece uma leve sensação de pressão, o tal abafado, com a qual se acostuma. O modo transparência tem vários níveis de intensidade e foi avaliado como muito bom: o som passa de forma natural, sem atraso esquisito na voz das pessoas e sem timbre robótico.

App, Bluetooth 6.0 e recursos do QCY MeloBuds N65

O app da QCY é completo para a faixa de preço. Pelo aplicativo oficial da QCY, você vê a bateria dos dois fones e da case, escolhe equalizações prontas ou monta a sua, configura o que cada toque faz, ativa o modo sono e o modo jogo, que derruba a latência para 45 ms, localiza o fone perdido e atualiza o firmware.

Entre os extras, dois se destacam. O Bluetooth 6.0, versão do padrão do Bluetooth SIG adotada em 2024, é mais recente do que se costuma ver em fones baratos. E o multiponto cobre até três aparelhos ao mesmo tempo, celular, notebook e tablet conectados juntos, quando o usual na categoria são dois.

O áudio espacial com rastreamento de cabeça fixa o som no lugar quando você vira a cabeça, útil para assistir filmes. Os controles por movimento de cabeça permitem aceitar ou recusar chamadas balançando a cabeça, uma função fora do padrão da categoria. Para chamadas, os mesmos oito microfones trabalham destacando a sua voz e segurando o barulho de fundo.

Bateria e carregamento do fone

A autonomia é um dos pontos fortes: até 6 horas com cancelamento ligado e até 11 horas com cancelamento desligado, sempre por recarga. Contando as recargas da case, a QCY especifica até 26 horas com ANC ativado e até 50 horas sem ANC. A carga rápida ajuda na correria, 10 minutos na tomada rendem cerca de 2 horas de música.

O limite é o mesmo de quase todo fone da faixa: a case não tem carregamento sem fio, então você depende do USB-C. Não é defeito, mas quem já se acostumou a apoiar a case sobre um carregador sente falta.

Vale a pena comprar o QCY MeloBuds N65?

Vale a pena se o seu uso combina com o que o N65 faz bem: trajeto até o trabalho, academia, trabalho com ruído constante e apps com muitos recursos. Pelo preço abaixo de US$ 40 citado no review, a lista de funções incluídas é difícil de igualar. A ressalva é o som grave-prominente, que agrada um público e afasta outro.

O resumo do teste fica claro na comparação abaixo.

CritérioAvaliação no teste
Cancelamento de ruídoMuito bom em ruído constante; sons agudos e conversa ainda passam
SomGrave forte e subgrave presente; não é neutro
BateriaAté 26 h com ANC contando a case
App e extrasCompleto: EQ, 45 ms no modo jogo, multiponto com 3 aparelhos
LimitaçõesLDAC não funciona no iOS; case sem carga sem fio

Quem quer neutralidade sonora ou usa iPhone como aparelho principal precisa pesar essas limitações antes de decidir. Quem sabe o que está comprando tende a não se decepcionar, como conclui a própria revisora.

Perguntas frequentes sobre o QCY MeloBuds N65

  • O cancelamento de ruído do QCY MeloBuds N65 funciona de verdade? Funciona contra ruídos constantes, como ar-condicionado, motor de ônibus e ventilador, com atenuação de até -60 dB pela especificação da QCY. Sons como buzina, sirene e conversa de perto continuam audíveis, como em praticamente todo fone da categoria.
  • O QCY MeloBuds N65 funciona bem no iPhone? Funciona, mas você ouve em AAC, porque o iOS não suporta o codec LDAC. Essa é uma limitação da Apple, não da QCY, e a qualidade em AAC continua boa.
  • Quanto tempo dura a bateria do QCY MeloBuds N65? O fone entrega até 6 horas com cancelamento ligado e até 11 horas desligado. Somando as recargas da case, são até 26 horas com ANC e até 50 horas sem ANC, com carga rápida de cerca de 2 horas de música em 10 minutos.
  • O QCY MeloBuds N65 é resistente à água? Sim, ele tem classificação IPX5, que cobre suor, respingos e chuva leve. Ele serve para academia e corrida, mas não para imersão.
  • O som do QCY MeloBuds N65 é neutro? Não. O grave, principalmente o subgrave, é muito presente e os médios ficam atrás, o que agrada quem ouve pop, hip-hop e eletrônico. O equalizador do app permite ajustar o perfil.

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