Skip to content
← Voltar para o Skalablog

Artigo publicado

Como fazer Notion graphics com Claude Code (guia do fluxo com SAM 2)

Notion graphics com Claude significa separar o sujeito do vídeo do fundo com um modelo local de segmentação e editar a cena dentro do Claude Code, descrevendo os efeitos em português. O fluxo mostrado por Bart Slodyczka usa o SAM 2, da Meta, para gerar camadas separadas e, depois, escurecer o fundo, colocar texto atrás do objeto e rastrear entradas como a HDMI quadro a quadro. O resultado sai sem abrir o After Effects.

O que é Notion graphics com Claude?

Notion graphics com Claude um fluxo que usa o modelo da Anthropic dentro do Claude Code para editar vídeo. Uma skill separa sujeito e fundo com o SAM 2, e você escreve os efeitos que quer em linguagem natural. No vídeo de Bart Slodyczka, publicado em 5 de outubro de 2026, a técnica aparece num unboxing de Mac Mini. Em vez de um quadro plano, você termina com duas camadas independentes para trabalhar.

A confusão mais comum está no nome: o Claude o assistente da Anthropic quem executa a skill é o Claude Code, a ferramenta de codificação agêntica que roda no terminal. Sem essa distinção, o fluxo não funciona, porque a segmentação depende do hardware da sua máquina.

Claude Code vs aplicativo desktop: onde rodar a skill

A skill precisa rodar no Claude Code, a ferramenta de codificação agêntica da Anthropic que executa no terminal e acessa seus arquivos locais. A versão web do Claude serve para essa etapa, porque o modelo de segmentação precisa da GPU ou da CPU da sua máquina real. Esse é o primeiro erro de quem tenta reproduzir o fluxo só pelo navegador.

O motivo técnico é simples. O Claude Code roda direto no seu computador e enxerga o sistema de arquivos. Já uma sessão em máquina virtual não alcança o chip gráfico do seu aparelho. Como a skill baixa um modelo local e o executa ali mesmo, ela depende desse acesso.

Outra decisão prática antes de começar: crie uma pasta de projeto para a sessão. Não abra uma sessão solta sem vinculá-la a uma pasta, porque você perde as personalizações que fizer na skill. Se a segmentação de um vídeo ficar boa, dá para pedir que o Claude ajuste a própria skill para o seu processo e manter esse ajuste entre sessões.

Em relação ao modelo, o autor usa o Opus em modo médio. Ele afirma que é o melhor modelo que já testou para esse tipo de edição, acima dos modelos GPT, e conta que tentou fazer Notion graphics parecidos dentro do aplicativo desktop do ChatGPT sem chegar ao mesmo resultado.

Como o SAM 2 separa o objeto do fundo

O SAM 2, Segment Anything Model 2 da Meta, é o modelo que gera a máscara do sujeito quadro a quadro. A skill baixa o modelo localmente, aponta uma vez para o objeto e acompanha o contorno em cada quadro. É software de código aberto, gratuito para usar, e o tamanho do modelo define a precisão do contorno.

O SAM, ou Segment Anything Model, existe em versões de tamanhos diferentes. Quanto maior o modelo, mais preciso o contorno, mas o autor diz que até os modelos pequenos fazem um trabalho muito bom. Você não precisa clicar no objeto quadro a quadro: aponta uma vez e o rastreamento continua sozinho. No exemplo do vídeo, o Claude encontrou o SAM 2 já instalado na máquina e dividiu o clipe em 799 quadros distintos.

Um detalhe que aparece no resultado: quando os dedos entram na frente da caixa, o modelo entende que os dedos não fazem parte do Mac Mini e os separa junto com o sujeito. A transição da caixa para o Mac Mini acontece sem corte visível, e a caixa que sai de cena desaparece da máscara sem arrastar o objeto.

O que você precisa ter na máquina antes de rodar

A skill verifica seu hardware antes de baixar qualquer coisa. Ela lê a CPU, a placa gráfica e a memória RAM, escolhe a versão correta do modelo e só então faz o download. Se você já tem o modelo salvo em alguma pasta, avise o Claude na primeira mensagem para que ele escaneie o disco em vez de baixar de novo.

Três requisitos definem se o processo vai ser rápido ou lento:

  1. Rodar a skill dentro do Claude Code no seu computador, nunca em uma sessão isolada sem acesso ao hardware.
  2. Ter chip Apple M ou GPU Nvidia para acelerar a inferência do SAM 2.
  3. Ter RAM suficiente para manter o modelo carregado junto com o vídeo.

Sem GPU dedicada o processo ainda funciona. Um notebook mais antigo só vai demorar mais, segundo o próprio autor. O que não funciona é tentar rodar a segmentação fora da máquina onde o modelo está instalado.

Quanto tempo leva e qual hardware aguenta

O tempo de processamento depende do modelo escolhido e da potência da máquina: o próprio autor relata de 5 a 10 minutos para analisar 799 quadros em um M5 Max com 48 GB de RAM. Se você tem chip Apple M ou placa Nvidia, o processo tende a ser rápido; em um notebook antigo sem GPU dedicada, ainda funciona, mas demora bem mais. Como referência de escala, o SAM 2 no modo padrão processa cerca de 44 quadros por segundo em uma GPU A100, segundo a Meta.

Vale comparar os dois extremos para calibrar a expectativa. Em 2026, uma GPU A100 processa o vídeo inteiro em poucos segundos de inferência pura, enquanto uma máquina de trabalho comum leva minutos porque o gargalo não é só o modelo: é a leitura dos quadros, a escrita das máscaras e o tempo de resposta do agente entre uma etapa e outra.

CenárioHardwareTempo observado
Máquina do autorM5 Max, 48 GB de RAM, 799 quadros5 a 10 minutos
Referência de GPUA100, modo padrão do SAM 2~44 quadros por segundo
Notebook antigoSem GPU dedicadaFunciona, mas bem mais lento

Que tipo de vídeo enviar para o teste

Qualquer vídeo serve, mas alguns formatos dão menos dor de cabeça. O autor usou o modo paisagem em 16:9 no exemplo do Mac Mini, e diz que dá para gravar no celular em 9:16 sem problema. Para gravar pelo telefone, posicione o aparelho, entre no modo selfie e dê alguns passos para trás, de forma que apareça mais do seu corpo ou pelo menos a parte superior contra um fundo limpo.

O upload direto do celular funciona igual. O ponto importante é o contraste entre você e o fundo, porque é isso que o modelo usa para achar o contorno. Um clipe de 27 segundos, como o do unboxing usado no vídeo, já é suficiente para testar todas as técnicas.

Quais efeitos você consegue montar depois da separação

Com o sujeito separado do fundo, você deixa de ter uma camada plana e ganha duas. Isso abre efeitos que seriam caros em um editor comum. Veja o que o vídeo demonstra:

  • Escurecer só o fundo. O tom escurece por trás, mas o rosto e o objeto permanecem na exposição original.
  • Texto atrás do objeto. Uma palavra grande em branco fica entre as duas camadas e passa por trás do sujeito.
  • Elementos gráficos intermediários. Setas, caixas e formas entram no espaço entre sujeito e fundo.
  • Rastreamento de movimento. Um ponto branco fixa uma entrada específica e segue o movimento enquanto o objeto gira.
  • Texto de passo a passo. Um aviso no canto muda conforme a ação acontece no clipe.

No exemplo, o autor pediu um texto branco grande com a palavra "unboxing" atrás da caixa e, no mesmo pedido, escureceu o fundo para dar contraste ao texto. Depois pediu um ponto branco no centro da entrada HDMI, uma linha saindo dele e a palavra HDMI na ponta. Na frente do Mac Mini, o mesmo truque marca as duas portas USB-C, e atrás a entrada HDMI aparece com linha e legenda.

O rastreamento de movimento não é só para análise de produto. Em vídeos de talking head, ele serve para apontar um objeto na mão, mover esse objeto e manter o texto grudado nele. É a diferença entre um vídeo estático e um vídeo em que a informação acompanha o que você faz.

Um caso em que a separação não foi necessária: o texto de "passo um: conectar energia" e "passo dois: conectar o HDMI" ficou no canto inferior direito, sem sobreposição ao Mac Mini. Como o texto não cobria o objeto, dava para fazer a edição sem máscara nenhuma. Se a intenção fosse isolar o cabo e o Mac Mini, aí sim a separação entraria, com fundo escurecido e texto destacado por cima. A lição é que dá para combinar técnicas conforme o resultado que você quer.

Como usar a página HTML por cena para revisar tudo em lote

O truque central do autor é gerar uma página HTML em que cada cena vira um bloco: prévia do vídeo, duração e uma caixa de comentários. Você escreve as observações, aperta Enter e o Claude aplica todas as edições de uma vez, em vez de corrigir uma por uma no chat. Em vídeos longos, cenas de 5 a 10 segundos rendem comentários mais úteis do que cenas de 1 segundo.

O fluxo funciona assim:

  1. Você descreve no chat em quantas cenas quer dividir o clipe e quais são os cortes.
  2. O Claude monta a página HTML com uma prévia e um campo de comentário por cena.
  3. Você escreve as notas em cada campo, no seu ritmo, sem interromper a conversa.
  4. Volta ao chat, avisa que os comentários estão prontos e o Claude aplica tudo em lote.
  5. Pede o render final, ou volta a comentar se algo precisar de ajuste.

No exemplo do Mac Mini, o autor dividiu o material em cenas curtas: abrir a caixa, girar a caixa, tirar o Mac Mini, desembrulhar, girar o aparelho. As cenas de 1 segundo eram difíceis de comentar, o que confirma que cenas mais longas funcionam melhor. A página HTML também facilita voltar depois e pedir ajustes pontuais, como subir ou aumentar um texto, sem refazer o resto.

As limitações que o próprio vídeo expõe

Nem tudo sai perfeito na primeira passada. Durante o unboxing, o autor percebe que o modelo mapeou o Mac Mini enquanto ele desembrulhava a lateral, o que exigiria refazer aquela seção. Separar objetos finos ou que mudam de forma no meio da cena continua sendo o ponto fraco da abordagem automática.

Há ainda uma oscilação leve em alguns quadros, que o autor considerou irrelevante para o resultado final. Vale saber também que a máscara pode trocar de alvo quando o objeto principal entra ou sai da embalagem, e que o rastreamento assume o objeto apontado como fixo, então grandes mudanças de forma pedem uma nova passada. O tempo de 5 a 10 minutos é o custo real desse tipo de correção: cada reprocessamento leva minutos em uma máquina comum.

Vale a pena para quem grava vídeos técnicos?

Se você grava explicações técnicas, entrevistas ou aulas, esse fluxo troca trabalho manual de edição por descrição em linguagem natural. A vantagem não é a velocidade bruta, e sim o controle por camada: você escurece o fundo sem escurecer o rosto, coloca texto atrás do objeto e marca componentes do produto sem animar máscara por máscara.

O custo é o hardware e o tempo de processamento. Uma máquina com Apple M ou GPU Nvidia transformam o processo em algo de minutos; sem isso, ele continua viável, mas pesado. Você também precisa aprender a dividir as cenas de forma útil para a revisão em lote funcionar bem.

Perguntas frequentes sobre Notion graphics com Claude

  • **Preciso do After Effects para fazer Notion graphics com Claude. O fluxo descrito no vídeo usa Claude Code, SAM 2 e uma página HTML de revisão. Você descreve as edições em linguagem natural e o modelo aplica sobre as camadas separadas.
  • Qual a diferença entre Claude Claude Code nesse fluxo? O Claude o assistente que você conversa; o Claude Code é a ferramenta que roda no terminal do seu computador e executa a skill. Só o Claude Code consegue acessar a GPU ou a CPU da sua máquina para rodar o SAM 2 localmente.
  • O SAM 2 é pago? Não. É código aberto da Meta, gratuito para usar, e a skill baixa a versão adequada ao seu hardware automaticamente.
  • Quanto tempo leva para processar um vídeo curto? No exemplo do vídeo, 799 quadros levaram de 5 a 10 minutos em um M5 Max com 48 GB de RAM. Em um notebook antigo sem GPU dedicada, espere bem mais.
  • Funciona em um notebook sem placa de vídeo dedicada? Sim. O processo roda, só demora mais. Ter chip Apple M ou GPU Nvidia acelera bastante a inferência do modelo.
  • Preciso gravar em 16:9? Não. 16:9 é o formato do exemplo, mas 9:16 gravado no celular em modo selfie funciona igual, inclusive com upload direto do telefone.
  • Qual modelo do Claude usar? O autor usa o Opus em modo médio e afirma que é o melhor modelo que já testou para essa tarefa, acima dos modelos GPT.
  • Dá para pedir mais de uma edição de uma vez? Sim. Na página HTML, cada cena tem um campo de comentário, e o Claude aplica todas as notas em lote em vez de uma por uma no chat.
  • Por que minha segmentação ficou ruim em uma cena específica? Objetos finos ou que mudam de forma no meio da cena confundem o rastreamento. No vídeo, o modelo perdeu parte da lateral enquanto o Mac Mini era desembrulhado, e a solução seria refazer aquela seção.
  • Posso usar o mesmo fluxo para rastrear entradas e portas de um produto? Sim. Um ponto branco fixado na porta acompanha o movimento enquanto o objeto gira, com uma linha e uma legenda curta indicando o nome da entrada.
  • Preciso saber programar para usar a skill? Não para usar. A skill é um único arquivo que você copia para a pasta do projeto, e as instruções para o Claude escritas em linguagem natural.
  • Onde está a skill de separação de objetos? No GitHub do autor, junto com o vídeo original que demonstra o processo do início ao fim.

O que fazer com o conhecimento que já está gravado

Se você grava vídeos com explicações técnicas, entrevistas ou aulas, esse material costuma ficar preso no YouTube. Ele poderia virar texto pesquisável. O mesmo raciocínio do fluxo acima vale aqui: você já tem a matéria-prima, falta só um processo para transformá-la em outro formato.

Quem acompanha esse tipo de conteúdo no Brasil já esbarra em comunidades como o Bootcamp do Dev Doido e em trilhas como o Crazystack Typescript, onde o conhecimento técnico circula em vídeo antes de virar texto. O Crazystack é um exemplo de como organizar esse material em um caminho de estudo. Se você quiser reproduzir o fluxo de edição mostrado aqui, vale seguir quem publica esse tipo de conteúdo, como Gustavo Dev Doido, e comparar as técnicas com o que o Skala Blog publica sobre transformar vídeo em artigo.

O vídeo original está em YouTube.

Separar o sujeito do fundo é o mesmo problema que você enfrenta ao tentar extrair o que importa de um vídeo longo: o conteúdo útil está lá, misturado com horas de conversa. Foi pensando nisso que o Skala Blog foi feito: cole a URL do vídeo, deixe a transcrição sair e gere um artigo a partir do que já estava gravado.

YouTube thumbnail: How To Make INSANE Motion Graphics With Opus 5.5 (Full Guide)

Source video

How To Make INSANE Motion Graphics With Opus 5.5 (Full Guide)

Create from this video

This article was created automatically from a new video.

Automate my channel

Turn your YouTube videos into articles

Built for creators with a backlog and no editor on staff. This page started as a video — Skalablog drafts from the transcript, you review every word, then publish on a first-party /p/{slug} page. Nothing goes live until you publish it.

Turn your videos into articles

Published with Skalablog